Sobre Guilherme Carnicelli

Publicitário pela FAAP com especialização em Marketing e Vendas pela ESPM e MBA em Gestão Empresarial Estratégica pela USP. Com uma carreira construída como empreendedor e em empresas multinacionais, foi um dos responsáveis no Brasil pela estruturação e desenvolvimento de duas das maiores empresas de corretagem imobiliária no mundo a RE/MAX e a Coldwell Banker. Atualmente, trabalha como consultor no setor imobiliário e possui negócios nas áreas de consultoria e internet. É também autor do blog Guilherme Online e apresentador do programa Café Imobiliário.

13 Comentários


  1. Bom dia Guilherme.

    Gostaria de comentar alguns trechos citados no seu artigo:

    1) “oferecer essa ferramenta de um jeito muito mais eficiente ligado a relatórios, indicadores comparativos de mercado e um funil de vendas, um verdadeiro “backoffice” do corretor”

    Seria interessantíssimo se não houvesse uma grande barreira tecnológica no mercado, a maioria não tem interesse por tecnologia por mais que você explique os benefícios que ela pode trazer pro negócio. Ou não querem perder tempo na frente do PC, preferem estar na rua.
    Talvez o “Treinamento” deveria ser o primeiro passo antes de qualquer coisa. O mercado está muito atrasado tecnologicamente e parece que tem medo de investir nisso. Talvez seja pela quantidade de ofertas que recebem em suas portas e pela quantidade de decepções que já tiveram investindo nisso. Já iniciei testes com um sistema de gestão de imóveis para aluguel integrado em um portal mas o interesse, mesmo dos clientes mais fiéis, é mínimo.

    2) “Portais poderiam oferecer redes de contato entre corretores com imóveis exclusivos, melhorando a velocidade de vendas e o compartilhamento de negócios.”

    Não entendi muito bem essa ideia e como fazê-la.

    E por último, sobre a questão de ter imóveis repetidos nos portais. Tecnicamente falando, é muito difícil automatizar a detecção de um imóvel idêntico por causa das diferentes informações que cada anunciante fornece, existiria como achar imóveis extremamente semelhantes mas mesmo assim ainda precisaríamos de um processamento de imagens para achar uma semelhança maior, o que tem um custo alto no desenvolvimento. Ainda com esse processamento o ideal seria que houvesse uma pessoa confirmando esses “matches”. Com o grande volume de imóveis e atualizações diárias tornaria-se inviável.

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    1. Guilherme Carnicelli

      Cassiano, a ideia de criar uma rede de contatos com imóveis exclusivos é fazer com que corretores possam compartilhar suas captações com outros corretores de maneira segura e profissional. Sobre a ideia de duplicidade a exclusividade também é um caminho, de qualquer forma o movia.com.br já faz um trabalho nesse sentido. Obrigado por sua participação.

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  2. Guilherme, muito boa sua análise. Como empresário e estudioso do mercado nacional e internacional, compartilho do mesmo entendimento. E vou além. Culpo também alguns corretores. Por ex: hoje os portais permitem colocar cep e endereço, que vai jogar próximo ao imóvel anunciado. Os corretores tem medo de fazer isso para que os outros não roubem sua captação. Enfim, o mercado imobiliário brasileiro tem que mudar muito. Estou contigo nessa mudança. Parabéns e obrigado pelas notícias. Abs

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    1. Guilherme Carnicelli

      Obrigado Rodrigo pelo seu comentário, o mercado no Brasil precisa evoluir e eu não tenho dúvidas de que isso já está acontecendo.

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  3. Há um problema que nós estamos detectando nos portais; os contatos que vem só com email. O atendimento dado a esses contatos NUNCA tem retorno. Há uma desconfiança que esses emails são “fake” , gerados pelo portal, para fazer um volume que agrada ao anunciante. Qual a sua opinião?

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    1. Guilherme Carnicelli

      Essa é uma reclamação que escuto com frequência (e muita) dos corretores e imobiliárias. Minha visão é que se isso for verdade e eles realmente criam falsos e-mails para gerar contatos o desserviço vai além do imaginável. Obrigado por sua participação.

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  4. Olá Guilherme, bom dia.

    Existe uma grande concordância neste assunto, bem colocado, por já ter vivido e trabalhado até em franquias, falta a profissionalização dos corretores e o conhecimento de entrar nas tecnologias atuais, talvez pela falta de um treinamento adequado e as considerações sobre os portais por si pulverizam as informações dos imóveis, repetindo dados, imagens e valores expressos diferenciados confundindo até nosso clientes, demorando, perdendo tempo e sem a exclusividade imediata desta informação fica mais difícil atuar com excelência, tem que existir uma unidade e a formação de redes integradas destacando principalmente o corretor, valorizando nosso trabalho.
    Então vejo mais novidades observando e comentando o que está acontecendo na internet das coisas onde até 2020 muitos trilhões de dólares iram movimentar o mercado em geral, será uma nova revolução na compra de produtos, no ramo imobiliário vi uma experiência em um vídeo onde uma pessoa estará em um bairro ou localização, buscando e visualizando um imóvel identificado, será sinalizado nas proximidades através da internet com dispositivos e aplicativos, receberá imediatamente todas as informações conectadas em nuvens deste imóvel se for adequado ao perfil deste cliente contatará o corretor ou a imobiliária, ai sim teremos que nos preparar muito mais para o que será a grande revolução na forma de vender e comprar. Resumindo os portais terão que se preparar mais ainda e agregar valores na velocidade e quantificação das informações, a nova onda, este é o futuro internet de todas as coisas que também incluindo a forma de vender e alugar imóveis.

    Assista este vídeo em especial falando de imóvel https://www.youtube.com/watch?v=dqWpYMaYMcE

    Att.,
    Gilson Silveira

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  5. Realmente o assunto é polêmico. Acredito que o mais eficaz seja medir o que realmente te da retorno, para investir com mais segurança. Fizemos um post em nosso blog sobre Como escolher o melhor portal imobiliário para anunciar seus imóveis: http://bit.ly/2dmDsYK.
    Abraços!

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  6. Olá Guilherme! Também me chamo Guilherme, e que aqui compartilhar minhas decisões referente ao tema.
    Empiricamente no início e mais tarde munido de argumentos, métricas e fatos, tomei duas decisões em minha carreira como corretor de Imóveis.
    A primeira já faz algum anos, onde era “bombardeado” por vendedores de jornais, e classificados imobiliários impressos. Tomei a decisão de não investir mais 1 real em mídia impressa, pois me achava um trouxa em atender telefonemas somente com perguntas de localização e especulações, pelo pouco espaço fornecido pelos impressos para poder descrever os imóveis, e pela preguiça e malandragem de corretores mal intencionados em apenas querer captar os mesmos imóveis por mim anunciados.

    Aquela velha parábola do rato que come o queijo da ratoeira… Que é sempre o segundo, pois o primeiro rato morre, deixando o caminho livre para o segundo comer a isca. Como ocorre com a captação de imóveis, o primeiro corretor faz o trabalho, o segundo simplesmente vai lá e copia.

    A Segunda decisão foi quando me vi “encurralado e pressionado” pelos portais Imobiliários, que não passam de um mero catálogo, onde todos anunciam os mesmos imóveis, a um valor cada dia mais alto!
    Resolvi trocar a verba destinada aos portais, para impulsionamentos próprios, em facebook ADS e Google. E adivinha o resultado? Sucesso!!!
    Passei a receber Leads qualificados, com pessoas realmente interessadas em meus imóveis e não mais os contatos prontos dos portais com a mensagem genérica ” fulano está interessado em seu imóvel” ahhhh no meu e mais na torcida do Flamengo!!! Onde se tornava uma rotina cansativa e de muitos clientes “frios” que apenas especulam os imóveis.
    Com os meus próprios anuncios impulsionados posso hoje relatar os imóveis com maior riqueza, clareza, especificidade, com vídeos do meu jeito e o melhor… EU DECIDO pra que público quero exibir. O que era impossível com os portais.
    Sofria muito com a confusão entre cidades, meu mercado é a cidade Camboriú-SC e não Balneário Camboriú-SC como as pessoas de “fora” acham. E isso me atrapalhava muito, com leads desqualificados procurando por imóveis que não eram meu foco.

    Enfim essa é minha experiência Super indico que todos façam isso! Claro de maneira correta, o trabalho no início é maior, mais depois você gera sua própria audiência qualificada, e não trabalha mais em “plataforma alugada”. Como um amigo me indicou uma vez… ” Guilherme você mobiliaria um imóvel alugado todo sobe medida sem ter garantias de que irá ficar por um longo período de tempo?” Então minha resposta foi não!!! E e do mesmo jeito que penso sobre os portais… de uma hora pra outra vc pode perder tudo caso vc resolva mudar de plataforma, ou até mesmo eles!

    Um Abraço!

    Guilherme Duarte. Corretor de Imóveis em Camboriú-SC. CRECI 23205-f
    http://www.guilhermeduarteimoveis.com / http://www.guilhermeduarte.com
    @imobguilhermeduarte @primeiroimovel

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  7. Genial o artigo. Para corretores individuais ou imobiliarias pequenas acaba sendo proibitivo ter planos pagos em todos os principais portais. Além destes custos, há ja os conhecidos: celular, internet, gasolina, faixas, CRECI, Sindicato etc. Frequentemente sou assediado por portais mas vejo, que meu gasto/investimento será muito maior que o retorno.
    A proposito, escrevi o artigo:
    Escrevi artigo que trata do tema de compra de imoveis:
    10 Aspectos práticos na compra de imóveis, bem curto, sugiro leitura. http://www.direitoenegocios.com/10dicas/

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  8. Alexandre Mikalauskas

    Boa tarde Guilherme ;
    Mais uma vez brilhante provocação.
    Entendo que um corretor que detenha informações comerciais sobre um imóvel, deve valorizar da mesma forma o fato de outro colega corretor deter informações sobre um Comprador.
    A valorização das conexões do corretor deveria ser a “chave” para a manutenção de sua importância, sempre ouvimos que “Informação é Poder” e é uma verdade universal. Quando um corretor busca “proteger” ou manter preservada para si informações sem saber claramente o que fazer com elas (seja um cliente ou imóvel de seu portfólio), limita suas chances de venda e a encapsula, concedendo pela impossibilidade de compartilhar a informação graciosamente aos portais o impulso necessário para que estes se atomizem. Os portais convencionais apesar de ares de modernidade, nada mais são do que classificados, onde na maioria das vezes afastam o profissional autônomo pelo custo das publicações e subtraem do binômio: corretor do comprador x corretor do imóvel, um deles. Não criam oportunidades ao nosso negócio, na realidade alimentam o acirramento das relações entre clientes e corretores, retirando a importância de um colega do binômio. Comprador x Corretor é o ponto de cisão e local de conflito da relação comercial e é onde as plataformas convencionais encontram terreno fértil para o desenvolvimento de sua atividade, substituindo a importância do profissional pela localização direta do imóvel pelo interessado. Daí o sucesso dos grandes portais e a desvalorização do intermediador de imóveis.
    Nossa categoria precisa se conscientizar de sua importância na relação de compra e venda e utilizar plataformas e meios que agreguem os corretores em torno de seus produtos (Imóveis e Compradores). A evolução do mercado e a única forma de manutenção vital para nós, corretores é o compartilhamento de informações entre os profissionais; Neste cenário, naturalmente os clientes finais verão os corretores como detentores de informações exclusivas e valorizadas, atraindo seu interesse em um negócio do qual não teria acesso senão for intermédio de um corretor que integra uma plataforma exclusiva. Sem acesso direto a boas propostas, o cliente final sintomaticamente confere valor ao corretor imobiliário. O que temos a oferecer deve ser especial e de difícil acesso direto ao interessado. O conceito das grandes plataformas “limpas” Norte Americanas é basicamente este. No Brasil ainda não temos plataformas com estas características que seja realmente acessíveis aos Corretores; Há sim algumas redes que esboçam algo parecido, porém extremamente caras e complicadas e destinadas a imobiliárias…ao profissional autônomo por enquanto resta aguardar as novidades do mercado.

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